A chegada da Liberty Media à fórmula 1 em setembro trouxe consigo a esperança de um esporte mais próximo de seus fãs por meio de redes sociais, serviços de streaming, entre outros. Muito se fala sobre como a chegada de um grupo de comunicação para a fórmula 1 pode trazer uma nova legião de fãs para o esporte, mas o que é feito pelas organizações atualmente e o que pode ser melhorado para o futuro da categoria máxima do automobilismo esportivo?

O canal oficial no YouTube trouxe um conteúdo diversificado para a temporada de 2016 com quadros novos como “Grill the Grid” e “Grid Confessions”, que revelou um ar mais descontraído no clima sério do paddock, além da coletiva de imprensa e entrevistas de pilotos após sessões de treino e corrida. Vídeos animados como o resumo da temporada em 8 – bit também representam a evolução da fórmula 1 na produção de conteúdo. Apesar das melhorias, a falta de vídeos com resumo de sessões e corridas ainda é sentida devido à baixa cobertura que as mídias esportivas apresentam em alguns países, como é o exemplo do Brasil.
A cobertura da fórmula 1 em canais fechados prejudica a divulgação do esporte, uma vez que o número de assinaturas de TV a cabo decresce cada vez mais, sendo substituídos serviços de streaming. Uma possível entrada da fórmula 1 no meio das transmissões on-line possibilita um acesso mais fácil a quem quer acompanhar os carros mais rápidos do mundo em ação.
Redes sociais também possuem uma forte importância para a divulgação do esporte. O facebook trouxe para o GP de Abu Dhabi sua primeira transmissão ao vivo, onde pilotos tiveram a oportunidade de responder perguntas de fãs e serem entrevistados pelo ex-piloto David Coulthard. A ideia foi bem vista por fãs e é um aperitivo para a próxima temporada. Já o twitter rende momentos cômicos proporcionados pela interação entre os perfis oficiais das equipes e dos pilotos. Como não lembrar da conversa descontraída entre Max Verstappen e o perfil oficial da Mercedes ao mencionarem a vaga deixada por Nico Rosberg? Investir nas redes sociais e na interação de fãs é essencial para o tão famoso show.
A fórmula 1 parece dar seus primeiros passos em direção à sua revolução digital. Não há dúvidas de que a Liberty Media irá trabalhar duro para a aproximação de fãs que nem sempre têm a oportunidade de acompanhar seus pilotos em ação, além de fazer o esporte mais interessante, com o intuito de trazer um novo público.
