Busca

Curva Fechada

Automobilismo com mente aberta

Tag

Kimi Raikkonen

A fórmula da lei de Murphy

Ter clima favorável para o seu carro, mas com problemas no motor. Acontece. Perder a pole position quando ela é – quase – garantida. Acontece. Tentar recuperar pontos importantes e largar na 20ª posição. Acontece. Se algo pode dar errado, dará. A melhor representação da lei de Murphy é a imagem da Ferrari em Sepang no sábado, como a torrada que cai no chão com o lado da geleia para baixo.

“Mas Vettel chegou em 4º!”. Eu sei, colegas. Foi um resultado expressivo e impressionante. Mas não é hora para os italianos comemorarem. Longe disso. Explicarei.

Primeiramente, a falta de confiabilidade do motor da Ferrari é inadmissível neste momento crucial do campeonato. Se largasse na primeira ou segunda fila, Sebastian Vettel jantaria todos ali que estavam noa ponta do grid de largada, mas não foi este o desfecho da história. O alemão saiu do 20º lugar, voou e terminou em 4º. Bravo! Lindo, espetacular, incrível… Se fosse uma prova qualquer. Na tabela a situação não é muito agradável ou confiável.

Mais um fracasso para o arsenal de micos que a Ferrari possui: o bólido de Kimi Raikkonen sendo arrastado até o pit lane e sem a identificação do problema por parte da equipe. Para uma scuderia com tradicionalidade e que luta pelo campeonato,é algo no mínimo bizarro. Cômico, se não fosse trágico.

Após uma classificação dramática de Vettel, o companheiro de equipe do alemão levou a Ferrari para a primeira fila. O finlandês poderia ter atrapalhado a Mercedes e a Red Bull. Até mesmo beliscaria a terceira posição (que provavelmente seria dada para Vettel). Mas novamente, a Cavallino Rampanti falhou. Falhou com seus pilotos e com ela mesma.

Lewis Hamilton conquistou no domingo o básico de seu roteiro na trilha do tetracampeonato. Após a pole no sábado, a Mercedes não esperaria muito em uma pista quente e favorável a degradação rápida de pneus – as pedras nos sapatos das flechas de prata há temporadas.

O inglês não venceu e seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, teve rendimento fraco, contudo, matematicamente, Hamilton fez somente o necessário, como canta Balu em Mogli: o menino lobo. Seguramente, Alain Prost está orgulhoso de Lewis.

Quem sobrou nesta última edição da prova em Sepang foi Max Verstappen. O holandês soube atacar, defender e manter a sua posição. Mostrou e comprovou o nível de amadurecimento. Após uma série de abandonos, Verstappen ganhou o melhor presente neste domingo. Literalmente. (Para quem não sabe, este jovem fez 20 anos no final de semana).

O surgimento da Red Bull como uma das forças principais no grid pode agradar e incomodar a disputa pelo campeonato. Engrandece a temporada pela presença de mais uma equipe competitiva, entretanto, pisa no calcancar da Ferrari. Com Hamilton abrindo vantagem e a consolidação da força da Mercedes, a Ferrari tende a ficar para trás na briga.

Logo, se a Red Bull entra no jogo dos peões, a Ferrari precisa bater contra a RBR e a Mercedes. Enquanto as flechas de prata, tecnicamente, teriam que enfrentar apenas os italianos. Justo estes que hora ou outra destroem a sua própria Torre de Babel.

Com 34 pontos de diferença entre o líder Lewis Hamiton e o vice, Sebastian Vettel, a Fórmula 1 voa para Suzuka, um dos circuitos mais tradicionais do calendário. Acredito que não preciso de mais delongas para comentar qual bólido é mais favorecido com as curvas de alta velocidade, clima ameno e as retas do traçado japonês. A felicidade aparente de Hamilton no pódio da Malásia, mesmo que no segundo lugar, não deve ser à toa.

Como não haverá mais provas na Malásia, deixo aqui a minha opinião e impressões sobre o circuito. Acho o traçado único e belíssimo, uma verdadeira obra de Hermann Tilke que me agrada muito.

Sepang foi palco de bons momentos para a Fórmula 1. Ressalto as que mais me marcaram pelas memórias afetivas, é claro. Em 2015, Sebastian Vettel venceu pela primeira vez com a Ferrari. Impossível esquecer os gritos de felicidade e lágrimas do tetracampeão.

f1-malaysian-gp-2000-podium-second-place-david-coutlhard-mclaren-ross-brawn-ferrari-race-w
Glória do passado: Ao lado de David Coulthard, a Ferrari comemora o título de Michael Schumacher, conquistado dias antes em solo nipônico em 2000. Fonte: Motorsport.com

Ainda no início do milênio, a scuderia curtia o título de Michael Schumacher com direitos a peruca com fios rossos.

Claramente, o GP da Malásia trouxe alegrias e glórias para a Ferrari. E ironicamente, a Cavallino Rampanti se despede de uma maneira que fez partir o coração dos tifosi: desorganizada e caótica.

A de asa, B de balaclava e C de curva

Na sexta-feira uma dúvida pairou na cabeça. “Cingapura ou Singapura?”. Recorri ao velho dicionário dos tempos da escola e não encontrei nada. Após realizar pesquisas no Google e alguns seguidores terem falado que era “Singapura” o termo correto, logo pensei: “S de Sebastian Vettel em Singapura.”

Ainda no início desta temporada, escrevi aqui no blog que a nova Fórmula 1 é surpreendente. Nem mesmo a surpresa com o traçado molhado de Marina Bay poderia ser tão dramático e inesperado como o início de prova para a equipe Ferrari. Diante de tal afirmação, não deixaria de dizer que uma situação tão imprevisível rendeu pano para manga em diversos jornais, blogs, programas de esporte e até ao vivo durante a transmissão da corrida.

Assisti e reassisti o momento da largada diversas vezes e de ângulos diferentes até chegar a conclusão de que se trata de um acidente de corrida.

Sebastian Vettel poderia ser ultrapassado ou arriscar para se manter na liderança. Neste caso, optar pelo risco é natural de muitos que largam na frente. É um movimento recorrente de diversos pilotos. Inclusive, nesta temporada já vimos Sebastian Vettel largar com o carro inclinado a esquerda para facilitar esta manobra.

No segundo lugar do grid, Max Verstappen foi para a batalha a fim de buscar a primeira posição. Primeiramente, o holandês se move para a direita, mas assim que vê a Ferrari de Vettel, vai para a esquerda como o alemão. É uma ação lógica. Virar o volante para a esquerda é reflexo, porém, dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Carlos Drummond de Andrade já explicava em outras linhas: no meio do caminho tinha um finlandês. Tinha um finlandês no meio do caminho. As duas Ferraris ensanduicharam Verstappen e a Red Bull acertou o bólido de número 7.

Sobre Kimi Raikkonen: ele estaria com tanta gana de conquistar a segunda posição para ser cão de guarda de Vettel? Talvez, é bem possível. Ele poderia ter imaginado que não haveria espaço suficiente? Sim, mas camaradas, if you no longer go for a gap that exists, you are no longer a racing driver. O finlandês apenas acelerou. Seria este um erro gravíssimo? Suponho que não.

Creio que pela quantidade de punições que a direção da Fórmula 1 vem aplicando aos pilotos e a adoração do ser humano em apontar vítimas e vilões, criou-se a necessidade quase vital de dizer qual piloto estava certo e quem foi o responsável pelo motim.

As ações dos volantes resultaram num desfecho propício em uma reta estreita de um circuito de rua. Concordo com a decisão de Charlie Whiting e companhia, afinal, todos saíram perdendo e também é muito fácil apontar o maior prejudicado desta história.

A grande vencedora de Singapura foi a Mercedes, que chegou como a terceira força no circuito. Nos treinos, tanto no livre quanto no classificatório, a Red Bull e a Ferrari voaram e deixaram a equipe alemã para trás. No sábado, Vettel garantiu a pole ao marcar 1min39s491. Hamilton marcou o quinto tempo com a diferença de 0.635.

No entanto, o desempenho da Mercedes na corrida se mostrou melhor do que o esperado. A equipe trabalhou de forma assertiva ao transformar a situação adversa de um circuito que não favorecia o seu bólido em um salto no campeonato. Uma pedra no sapato da sua arquirrival. Lição de casa para a Ferrari que poderia ter estudado melhor e desenvolvido o carro na corrida em Monza.

De 3 pontos à frente para 28, Lewis Hamilton avança no campeonato de maneira aguerrida. Com pistas favoráveis ao carro da Mercedes, suponho que a equipe alemã também colocará Valtteri Bottas no jogo dos peões para atrapalhar o agora tão difícil pentacampeonato de Sebastian Vettel.

Se a Ferrari fará a lição de casa para inverter o campeonato, eu não sei. Mas a minha eu já fiz. Da próxima vez que brincar de abecedário com a Fórmula 1, a letra S será de sanduíche singapurense.

Para inglês ver

Se havia um lugar perfeito para o crescimento de Lewis Hamilton na temporada, tinha de ser em Silverstone. Desde a punição para Valtteri Bottas, largada de Vettel com problemas no freio, o final de semana para o inglês foi perfeito, além do desempenho sem erros.

A largada foi abortada quando o bólido de Jolyon Palmer parou ainda na volta de apresentação. Quando as luzes vermelhas apagaram e a verde surgiu, Lewis Hamilton segurou a ponta, Räikkönen veio em segundo e Verstappen ultrapassou Vettel, conquistando o terceiro lugar.

Na segunda volta, o carro de segurança foi acionado. Novamente Daniil Kvyat resolveu aprontar. O russo bateu como um torpedo no carro de Carlos Sainz e o espanhol teve de abandonar a prova. Mais um erro do piloto da Toro Rosso que foi campeão da GP3 em 2013, chegou à F-1 em 2014 e no ano seguinte substituiu Sebastian Vettel na RBR. Mais difícil do que explicar a sua situação para os chefes de equipe, deve ser o almoço de domingo com a família da namorada (Para quem não sabe, Daniil Kvyat namora Kelly Piquet, filha do tricampeão Nelson Piquet).

Após a relargada, Sebastian Vettel e Max Verstappen disputaram posição, mas o holandês saiu favorecido da batalha e ainda foi ousado ao dizer que o tetracampeão estava brincando de carrinho de bate-bate. Por outro lado, Vettel reclamou que Max não permanecia na mesma linha na hora de defender a sua posição. Crítica feita por diversos pilotos desde o ano passado.

Verstappen atrapalhou os planos dos italianos. A Ferrari mudou a estratégia e optou pelo pitstop de Vettel na 19ª volta para assegurar o pódio e impedir a dobradinha da Mercedes. Não por coincidência, Verstappen entrou na 20ª. Undercut bem sucedido do ferrarista que conseguiu deixar Verstappen atrás de Nico Hulkenberg, da Renault.

Com Lewis Hamilton liderando a prova com 15s de vantagem à Räikkönen, a Mercedes mostrou sua superioridade em retas, curvas velozes e com a temperatura ideal para que a equipe alemã não sofresse com os pneus, o que aconteceu com os ferraristas no final da corrida.

Lá atrás, Fernando Alonso abandonou a prova na volta de número 35. Daniel Ricciardo, da RBR, dava show de pilotagem ultrapassando os demais em pista, em uma só volta deixou Perez, Ocon e Magnussen para trás. O australiano largou em penúltimo e logo alcançava o top 10.

Na 43ª volta, Bottas se aproximou de Vettel. Sebastian se defendeu, segurou até travar o pneu dianteiro. Sem chances para o alemão, o finlandês voou baixou e conquistou a segunda posição. Não tardou para Vettel reclamar da condição dos pneus e as famosas bolhas que o atrapalharam.

E mais rápido do que o rádio de Vettel, foi a deterioração do pneu dianteiro de Raikkonen na prova. Kimi teve de ir aos boxes devido aos pneus em frangalhos. Com o problema de Kimi, o terceiro lugar caiu como uma benção para Sebastian Vettel. Mas a alegria do líder do campeonato não durou por muito tempo, na volta seguinte o seu pneu dianteiro esquerdo também explodiu.

Não é por pura coincidência que os dois pilotos da Ferrari tenham sofrido com os pneus no circuito inglês. A pista abrasiva, o composto mais duro (diferente dos anos anteriores) e as curvas velozes de Silverstone, ainda mais rápidas com a nova configuração dos carros, foram as razões para a deterioração forte nos bólidos vermelhos. Vale a pena ressaltar que tanto Kimi como Sebastian estavam com composto macio, uma vez que a Ferrari apresenta melhores resultados com supermacios.

Passando na bandeira quadriculada com muita folga Lewis Hamilton conquistou a vitória. Para fechar o pódio, Bottas em segundo e Raikkonen em terceiro. Vettel, que se arrastou até aos boxes, ficou apenas com o 7° lugar.

Com a vitória em casa, Hamilton conquistou mais um recorde por vencer quatro vezes em seguida, assim como Jim Clark, lenda das pistas na década de 1960.

O inglês também pode alcançar outra marca na Hungria, próxima etapa do calendário. Com a pole em Silvestone, Hamilton conquistou sua 67º pole position na carreira e com mais uma, chega ao recorde de 68 poles, o mesmo número de Michael Schumacher.

Se no texto do GP anterior, eu disse que Bottas poderia chamar atenção por breves momentos. Retiro o que disse. No início da temporada, a Ferrari foi privilegiada com os circuitos de temperaturas altas e pneus supermacios. Com o crescimento da Mercedes no campeonato, acredito que Valtteri Bottas pode apertar o calo tanto de Vettel quanto de Hamilton.

Para comprovar o que disse, o finlandês se aproxima e está em terceiro lugar, 22 pontos atrás de Hamilton.

Não acredito que esteja mais fácil para a Ferrari ou para a Mercedes. As duas equipes têm grandes chances para lutar e apesar deste ocorrido no final da prova, Sebastian Vettel ainda se mostrou otimista. O alemão tem consciência de que a Ferrari precisa melhorar, atualizar o carro e encontrar maneiras para crescer junto com a rival. Não digo atrapalhar porque gosto de equilíbrio em dispustas.

O traçado travado de Hungaroring com curvas de baixa velocidade favorece a Ferrari. Por outro lado, Lewis Hamilton é quem mais venceu em Budapeste por cinco vezes, já Vettel venceu apenas uma vez na Hungria.

O alemão, totalmente azarado em Silverstone, em 2010 – ano de seu primeiro título – terminou em 4º no Canadá e em 7ª na terra da rainha. Os mesmos resultados da temporada atual. Será apenas coincidência ou a sorte jogará ao favor de Sebastian Vettel?

Estamos na metade da temporada. Faltam 10 corridas para o final do campeonato. Apenas um ponto separa o líder do vice. Alguém poderia imaginar um cenário melhor?

O marasmo da festa

O Grande Prêmio de Mônaco foi um marco importantíssimo para a história da Ferrari. Não apenas por quebrar a velha marca da dobradinha no pódio em 2010 e a última vitoria no Principado ainda no longínquo ano de 2001 por Michael Schumacher, the great. Mas sim pela tática – conhecida por todos nós – da Ferrari escolher seu piloto a ser favorecido. E de alemão para outro alemão, a escuderia deixou o seu recado.

Não que Sebastian Vettel seja um piloto que não mereça um bom tratamento. O tedesco já provou há muito tempo que tem talento diversas vezes em sua carreira, afinal ter como palco da primeira vitória o circuito de Monza na pista molhada não é para qualquer um.
E esta vitória em Mônaco, Sebastian soube como economizar os pneus já usados no fim de semana e as famosas voltas rápidas antes do pit-stop inspiradas em seu ídolo maior, Michael Schumacher (Que nostalgia, minha Nossa Senhora!).

Partindo para a visão mais técnica e lógica, o Principado foi o sonho de Arrivabene e companhia. As baratas vermelhas foram as mais rápidas no treino livre e as mais velozes no classificatório, porém, algo não estava certo. O piloto errado estava na ponta.
Com o alemão e o finlandês no pódio, a Ferrari marcaria pontos importantíssimos para o campeonato de construtores, mas com o título de pilotos em jogo, não seria a hora especifica para ser um tanto quanto “gentil” com o homem de gelo, ainda mais com o fato de que Vettel já teve quatro trocas do turbocompressor. Mais uma e o alemão recebe castigo.

Voltando ao piloto principal do texto (mas não de sua equipe), muito se tem falado sobre merecimento em receber privilégios, afinal, desde que Vettel chegou à Ferrari já fez o coração do tifosi bater mais forte com palavras em italiano, o fator Schumi e o orgulho rosso. Já Raikkonen, defendendo seu título de homem de gelo, é homem de quase ou nenhuma palavra, não tem interesse em falar italiano e raramente sorri. Kimi voltou à equipe, onde foi campeão há dez anos, para correr. E há algo de errado nisso?

Kimi Raikkonen ainda corre, meus amigos. Recordam-se do treino classificatório do GP do Brasil do ano passado? O próprio narrador mais famoso da TV brasileira bradou aos quatro mares que Kimi Raikkonen havia colocado Sebastian Vettel no bolso. Raikkonen ficou com o terceiro lugar no grid de largada em Interlagos e durante a temporada, conquistou dois terceiros lugares: um na Rússia e outro na Áustria.

É certo que Sebastian Vettel terminou a temporada de 2016 à frente de seu companheiro, mas em relação ao que poderia ser feito, o desempenho do alemão não atingiu as expectativas. E se Margherita, o carro da temporada passada, deu problemas para Vettel, o que será de Kimi Raikkonen que recebe um carro inferior e estratégias pífias desde o seu retorno à F-1.
Logo, se Kimi conquista o terceiro lugar ou a pole position, como fez no Principado, é algo para se aplaudir.

Cair na falsa lorota que Ferrari não quis dar o lugar para o Vettel é inocência demais. Quiçá falta de conhecimento sobre táticas e políticas do circo do automobilismo. O normal e correto seria a Ferrari chamar Vettel em seguida após o pit-stop de Raikkonen, não é? Mas a equipe optou por soltar o finlandês no tráfego com Button e dar tempo suficiente para Vettel abrir vantagem sob os demais. Com tecnologias, softwares e tantos outros dispositivos desta F-1 moderna, é simples decidir como e quando será o pit-stop. Talvez os ares luxuosos e elitistas do Principado tenham ajudado a Ferrari a se inspirar em deixar a inversão dos pilotos com um toque de glamour.
E antes que alguém diga que Kimi Raikkonen não se adequou ao carro de 2017 e está sem motivação, eu recomendo que use os mesmos argumentos com Sebastian Vettel. As temporadas de 2014 e 2016 foram fraquíssimas em relação ao histórico do tetracampeão.

Portanto, a reação de Kimi no pódio tem fundamentos. E se o merecimento for necessário para livrar o réu que a verdade seja dita: se Raikkonen foi o pole, o homem tinha gabarito para conquistar (ou congelar) a sua suposta 21ª vitória.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora