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Automobilismo com mente aberta

O marasmo da festa

O Grande Prêmio de Mônaco foi um marco importantíssimo para a história da Ferrari. Não apenas por quebrar a velha marca da dobradinha no pódio em 2010 e a última vitoria no Principado ainda no longínquo ano de 2001 por Michael Schumacher, the great. Mas sim pela tática – conhecida por todos nós – da Ferrari escolher seu piloto a ser favorecido. E de alemão para outro alemão, a escuderia deixou o seu recado.

Não que Sebastian Vettel seja um piloto que não mereça um bom tratamento. O tedesco já provou há muito tempo que tem talento diversas vezes em sua carreira, afinal ter como palco da primeira vitória o circuito de Monza na pista molhada não é para qualquer um.
E esta vitória em Mônaco, Sebastian soube como economizar os pneus já usados no fim de semana e as famosas voltas rápidas antes do pit-stop inspiradas em seu ídolo maior, Michael Schumacher (Que nostalgia, minha Nossa Senhora!).

Partindo para a visão mais técnica e lógica, o Principado foi o sonho de Arrivabene e companhia. As baratas vermelhas foram as mais rápidas no treino livre e as mais velozes no classificatório, porém, algo não estava certo. O piloto errado estava na ponta.
Com o alemão e o finlandês no pódio, a Ferrari marcaria pontos importantíssimos para o campeonato de construtores, mas com o título de pilotos em jogo, não seria a hora especifica para ser um tanto quanto “gentil” com o homem de gelo, ainda mais com o fato de que Vettel já teve quatro trocas do turbocompressor. Mais uma e o alemão recebe castigo.

Voltando ao piloto principal do texto (mas não de sua equipe), muito se tem falado sobre merecimento em receber privilégios, afinal, desde que Vettel chegou à Ferrari já fez o coração do tifosi bater mais forte com palavras em italiano, o fator Schumi e o orgulho rosso. Já Raikkonen, defendendo seu título de homem de gelo, é homem de quase ou nenhuma palavra, não tem interesse em falar italiano e raramente sorri. Kimi voltou à equipe, onde foi campeão há dez anos, para correr. E há algo de errado nisso?

Kimi Raikkonen ainda corre, meus amigos. Recordam-se do treino classificatório do GP do Brasil do ano passado? O próprio narrador mais famoso da TV brasileira bradou aos quatro mares que Kimi Raikkonen havia colocado Sebastian Vettel no bolso. Raikkonen ficou com o terceiro lugar no grid de largada em Interlagos e durante a temporada, conquistou dois terceiros lugares: um na Rússia e outro na Áustria.

É certo que Sebastian Vettel terminou a temporada de 2016 à frente de seu companheiro, mas em relação ao que poderia ser feito, o desempenho do alemão não atingiu as expectativas. E se Margherita, o carro da temporada passada, deu problemas para Vettel, o que será de Kimi Raikkonen que recebe um carro inferior e estratégias pífias desde o seu retorno à F-1.
Logo, se Kimi conquista o terceiro lugar ou a pole position, como fez no Principado, é algo para se aplaudir.

Cair na falsa lorota que Ferrari não quis dar o lugar para o Vettel é inocência demais. Quiçá falta de conhecimento sobre táticas e políticas do circo do automobilismo. O normal e correto seria a Ferrari chamar Vettel em seguida após o pit-stop de Raikkonen, não é? Mas a equipe optou por soltar o finlandês no tráfego com Button e dar tempo suficiente para Vettel abrir vantagem sob os demais. Com tecnologias, softwares e tantos outros dispositivos desta F-1 moderna, é simples decidir como e quando será o pit-stop. Talvez os ares luxuosos e elitistas do Principado tenham ajudado a Ferrari a se inspirar em deixar a inversão dos pilotos com um toque de glamour.
E antes que alguém diga que Kimi Raikkonen não se adequou ao carro de 2017 e está sem motivação, eu recomendo que use os mesmos argumentos com Sebastian Vettel. As temporadas de 2014 e 2016 foram fraquíssimas em relação ao histórico do tetracampeão.

Portanto, a reação de Kimi no pódio tem fundamentos. E se o merecimento for necessário para livrar o réu que a verdade seja dita: se Raikkonen foi o pole, o homem tinha gabarito para conquistar (ou congelar) a sua suposta 21ª vitória.

Marias e Clarices

Com o ambiente majoritariamente masculino da F-1, é comum ouvir aquele famoso clichê de “atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”. Perdoe-me quem concorda ou vê sentido nesta frase, mas eu não gosto deste teor machista altíssimo, afinal, é só colocar a cabeça para raciocinar e entender que o intuito da mensagem é mostrar que o homo sapiens de cromossomo XX tem de estar atrás do XY. Como se o sucesso do homem fosse o suficiente para a vida de uma mulher.

Sempre admirei histórias de mulheres que rompem com paradigmas da sociedade, que ousam e vão de encontro ao machismo. Coco Chanel, Rachel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Clarice Lispector, Josephine Baker e tantas outras que lutaram por seus direitos e não são reconhecidas publicamente.

Se na sociedade a mulher lutou e conseguiu mais espaços, a maior categoria do automobilismo parece um tanto quanto estagnada. Não é segredo para ninguém que a representatividade feminina da F-1 é motivo de vergonha.

Como uma modalidade exclusivamente europeia se transformou em um evento global com atrações internacionais e patrocínio de grandes corporações continua batendo na tecla da presença fixa de grid girls? E ex-dirigente que defendia categoria exclusiva para mulheres? E os pilotos que duvidavam (e provavelmente ainda duvidam) da capacidade de uma piloto no volante? Claro que há jornalistas, mecânicas, engenheiras, líderes de equipe, torcedoras. O número destas participantes aumentou consideravelmente nos últimos anos, mas a dificuldade é dar a oportunidade para entregar carro, macacão e balaclava nas mãos de uma mulher.

A Fórmula 1 tem uma síndrome trágica de não acompanhar o ritmo da transformação social, a exemplo de existir apenas um piloto negro numa modalidade com mais de sessenta anos.

E pela dificuldade em encontrar mulheres em cockpits, a participação feminina vem das esposas destes homens que põem a vida em risco aos domingos. Seja hoje com bolsas de grifes e headphones das escuderias ou nas décadas passadas às beiras de muros dos antigos traçados.

Vistas como objeto decorativo, pouco se conhece sobre a vida de cada uma delas. A discussão em voltas destas esposas – atuais ou do arco da velha – repercute acerca da beleza, a graciosidade.  Seria possível imaginar problemas e superações atrás de tanto luxo, glamour e felicidade na cobertura midiática de um Grande Prêmio? Veremos…

O caso da família Hill é diferente. No ano de 1950, Bette conheceu Graham no distrito de Hammersmith. Graham Hill ainda prestava serviços para a marinha de seu país e com amigos em comum na tripulação, os dois engataram um romance. Bette e Graham se casaram em 1955 e tiveram três filhos: Brigitte, Samatha e Damon.

Bette viu seu marido se consagrar campeão nos anos de 1962 e 1968. Também esteve ao lado do Mr. Monaco quando este conquistou o título da Tríplice Coroa, tendo vencido as 24 Horas de Le Mans, 500 Milhas de Indianápolis e seu excelente histórico na F-1.

A vida de glamour, a garrafa de champanhe e a coroa de louros parecem pífias aos meus olhos se comparar ao medo da morte. O automobilismo ainda é perigoso e por décadas foi considerado um esporte sanguinário. Bette poderia finalmente suspirar com a aposentadoria de Graham em 1975 se não fosse pelo acidente aéreo de seu bimotor particular em novembro do mesmo ano.

Graham Hill faleceu aos 46 anos de idade após ter fundado a sua própria equipe, a Embassy Racing. Além de recordes, títulos e saldo devedor, Graham Hill deixou para a esposa o desafio de gerir a própria vida.

Em entrevista, Damon disse que a função de sua mãe na família era deixar tudo conforme o velho Hill desejava. O campeão de 1996 ainda conta que o pai não economizava, vivia aos luxos e deixou enormes dívidas. Com a morte do patriarca, Bette teve de “vestir as calças” e ir à luta para se livrar da penúria. A viúva ainda não tinha conhecido o pior de sua vida. Sem um plano de seguro para o avião, foi necessário vender propriedades para pagar indenizações às famílias das outras vítimas.

A morte de Hill despertou no jovem Damon a vontade de explorar o automobilismo, porém se não fosse pela determinação e apoio de sua mãe, o sonho em seguir o caminho do pai poderia ter ido por água abaixo. Nas próprias palavras de Damon, Bette Hill foi e ainda é muito leal.

Pois bem, sou ser humano do gênero feminino e fui criada por uma mulher, portanto, vi de perto o desafio de desempenhar o papel de pai e mãe ao mesmo tempo. Reconheço o esgotamento físico e mental do que a nossa sociedade chama de “pãe” – outro termo que também não concordo. Sou contra qualquer tipo de fantasia ou romantização para sobrecarregar a mulher numa maternidade solitária em casos de abandonos, o que claramente não foi o caso da família Hill.

Infelizmente, não sei como vive a viúva de Graham. Não há informações e muito menos homenagens pela coragem de reerguer a família e criar seus filhos. Paralelo ao vigor de Bette Hill, há o caso da Yolanda, da Sandra Rosa Madalena, da Carolina, da Eleanor Rigby, da Ana Júlia, da Maria e de tantas outras mulheres da modernidade que são donas de suas próprias vidas e garantem a independência. Como canta (ou encanta) Milton Nascimento, é a história de uma gente que ri quando deve chorar e não vive, apenas aguenta.

Um passeio finlandês

Eu sei que um domingo com Fórmula 1 é sempre melhor, mais bonito, agradável e até a cidade russa entendeu este raciocínio com 23°C, céu ensolarado e um calorzinho bom para o país da vodca, mas o Grande Prêmio da Rússia foi como as últimas corridas já nos mostraram ser a essência de Sochi: desinteressante.

Mal tinha começado a corrida e Alonso teve de abandonar ainda na volta de apresentação. Cada vez mais a parceria McLaren-Honda vem desanimando o espanhol que terá como próxima aventura (ou decepção) a corrida em sua terra natal.

E mais rápido do que a presença de Fernando Alonso foi o finlandês Valtteri Bottas, que na largada, aproveitou-se para passar seu compatriota, Kimi Raikkonen, e contornar a curva à frente de Sebastian Vettel.

Ainda na primeira volta no resto do pelotão, Grosjean foi como um torpedo em direção a Jolyon Palmer e este foi o motivo que levou o Safety Car para a pista.

Após a relargada, nada mudou. A fila de carros continuava a mesma com Bottas, Vettel, Raikkonen, Hamilton e Verstappen.

Com problemas de freio, Daniel Ricciardo teve de abandonar a prova na quinta volta. Um empecilho comum do circuito de Sochi, pois voltas depois, Lewis Hamilton e a sua fortíssima Mercedes também sofreram com o superaquecimento de freios.

Desde a relargada até a parada para os boxes, a corrida se tornou muito cansativa. Os pilotos estavam distantes e exceto pela ultrapassagem de Bottas no início da prova, não houve mais nenhuma disputa por posição. Um episódio a parte nesta nova e cativante Fórmula 1 de carros rápidos e com disputa de campeonato entre equipes diferentes.

A Pirelli, distribuidora de pneus, previa que o pit stop seria aproximadamente na 20º volta e a expectativa era de apenas uma parada. O primeiro a parar foi Wehrlein. A Ferrari e Mercedes ficaram à espera de quem colocaria os seus cavalos na chuva primeiro e a equipe alemã decidiu chamar Bottas para o pit stop na 28ª volta.

Com o finlandês da Mercedes fazendo sua parada, Vettel pulou para o primeiro lugar. Logo em seguida foi a vez da Ferrari com Kimi Raikkonen, que assim como Bottas, também saiu de pneus ultramacios.

Na volta de número 31, Lewis Hamilton foi para o pit stop e o único piloto da frente sem parar era Sebastian Vettel.

O alemão tinha quase vinte segundos de vantagem sobre Valtteri Bottas, mas seu pit stop deu com os burros n’água com a chance de permanecer sendo líder da prova. A Ferrari continua com problemas em paradas e o mecânico deixou isto bem claro quando se atrapalhou com o pneu dianteiro esquerdo do carro. Vettel voltou 4s6 atrás de Bottas.

Com pneus mais novos, a esperança de Sebastian Vettel era ultrapassar o líder da prova. Para criar expectativa no peito de cada ferrarista, Bottas fritou o pneu e perdeu vantagem para o alemão. A distância entre os dois pilotos era de 2s2. Na 42ª volta, os dois estavam separados por 1s5.

Direto do pit lane, o engenheiro de Vettel mandava a mensagem para o seu piloto: “Continue pressionando, ele vai cometer algum erro”. E para acabar de uma vez com a esperança de todos da equipe italiana, Bottas conduziu sua Mercedes até o limite e não deixou Vettel sonhar com a possibilidade de abrir a asa.

Última volta. No meio do caminho tinha um Felipe Massa. Tinha um Felipe Massa no meio do caminho. Talvez Vettel nunca tenha sonhado em ser poeta. O alemão sempre diz que era péssimo quando estudava sua língua mãe nos tempos de escola, mas um poema cairia bem melhor para demonstrar a sua raiva.

O piloto brasileiro era o retardatário da pista e Bottas logo se livrou dele, porém, Sebastian Vettel ficou atrás de Massa e perdeu meio segundo pela falta da tão amada bandeira azul.

O resultado destes segundos de agonia para o alemão? Mesmo sem vencer, Vettel mostrou o dedo.

Apesar da falta de emoção, a quarta etapa da temporada de 2017 trouxe a primeira vitória de Valtteri Bottas na categoria. O finlandês não vencia uma prova desde 2011 ainda na Fórmula 3 inglesa.

Desde o GP da Austrália de 2013, o hino da Finlândia não tocava para o piloto no lugar mais alto do pódio.

Valtteri Bottas é o 107° piloto a conquistar uma vitória na F-1 e o quinto finlandês a vencer na categoria.

No final da corrida, o saldo ficou positivo para o líder do campeonato. Sebastian Vettel tem 86 pontos e Lewis Hamilton, que não subiu ao pódio, está com 73. Logo atrás, aparece Valtteri Bottas com 63.

É a quarta etapa da temporada com três vencedores diferentes. Disputa a trois? Todos esperamos que sim.

Gina davanti

Seguindo a lógica de um chefe de equipe, se você tem uma dobradinha na ponta do grid na largada é sinal que você voltará com o troféu da vitória para a casa. Certo? Errado.
O Grande Prêmio do Bahrein mostrou a nova tendência na temporada de 2017: tudo é possível. O abismo entre a Mercedes e as outras equipes da Fórmula 1 no treino classificatório no final de semana mostrou o quão rápido e potente é o carro da escuderia alemã, mas por diversos problemas, sejam eles de DRS, estratégia, pressão dos pneus e até mesmo o bom desempenho da Ferrari atrapalharam a semana santa de Toto Wolff.
Aos 27 anos, Valtteri Bottas largou pela primeira vez na pole position e manteve a sua posição, enquanto seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, foi ultrapassado por Sebastian Vettel. Na primeira volta, o pelotão era seguido de Bottas, Vettel, Hamilton, Verstappen, Ricciardo, Massa, Hulkenberg, Raikkonen, Grosjean e Ocon. Além da surpresa da ultrapassagem do alemão da Ferrari, os fãs da Fórmula 1 também ficaram boquiabertos com a largada limpa de Jolyon Palmer da Renault.
Na volta de número 5, Raikkonen e Massa disputavam pela sexta colocação. O puxão de orelha do velho Marchionne resultou na ultrapassagem do finlandês sob o piloto brasileiro. Mais a frente, os três primeiros colocados estavam separados por apenas 6s e o líder da prova segurava o ritmo enquanto Hamilton tentava alcançar Sebastian Vettel.
A estratégia da Ferrari era chamar o seu piloto para o box antes dos rivais e assim a escuderia fez quando Sebastian Vettel parou na 11ª volta. Logo em seguida, foi a vez de Max Verstappen, que também optou pelos pneus supermacios, parar. Mas a diversão do jovem não durou por muito tempo, o holandês bateu contra o muro e teve de abandonar a prova. E outro “bebê da Fórmula 1” também saiu da prova, o canadense Lance Stroll sofreu com o toque de Carlos Sainz.
Com os detritos na pista em resultado da colisão entre Stroll e Sainz, o Safety Car foi acionado. Vettel se tornou líder da prova quando os pilotos partiram para o pit stop. Lewis Hamilton reduziu a velocidade sem necessidade e foi punido por 5 segundos.
Já na relargada, Bottas puxou, acelerou, mas não conseguiu ultrapassar Vettel e ainda teve de levar um “X” do alemão.
Para deixar amargo o domingo de Páscoa do finlandês, a Mercedes pediu para Bottas deixar Hamilton passar com esperança de que o inglês pudesse brigar pela primeira posição. A equipe alemã quebrou um mandamento, rompeu um laço para abrir caminho ao inglês. Não é necessário Wolff dar escusas ou convencer os jornalistas sobre condições estratégicas, nós já conhecemos este jogo.
Sebastian Vettel fez sua segunda parada na volta de número 33, três voltas depois, já marcava o tempo mais rápido da prova de 1m34s004 e logo seria ultrapassado por Hamilton. O inglês parou na 41ª e optou por pneus macios de um conjunto já usado no final de semana.
Quase. Palavra de cinco letras que resume o desempenho da McLaren neste final de semana do Bahrein. Vandoorne nem sequer participou da prova e a duas voltas do fim, Fernando Alonso teve problemas com o motor e abandonou. “Não desejo a ninguém uma situação destas. O GP do Bahrain mostrou como é a situação”, lamentou Alonso.
O feriado é cristão, mas é a McLaren que precisa ressuscitar. Quem sabe o espanhol voltará a fazer milagres nas 500 milhas de Indianápolis.
Se alguém propõe a tese de que a punição de Hamilton ajudou a vitória ítalo-germânica, a teoria será quebrada, pois Sebastian Vettel cruzou a linha de chegada com 6,6 segundos de vantagem sobre o inglês. A vitória deste domingo se deu graças ao trabalho em perfeita sincronia de Vettel e Ferrari. Seria errado demais afirmar que os 5 segundos foram cruciais.
A alegria do alemão não poderia ter razão melhor. Ele saiu na frente e está com 7 pontos a frente de seu principal rival da temporada. Para a alegria dos tifosi e da família em Maranello, la macchina di Seb funziona.

O número da sorte

Expectativas foram feitas para serem superadas e que assim seja na Fórmula 1. Este Grande Prêmio da China tirou o fôlego de muitos e deixou outros boquiabertos com o espetáculo em Xangai. Depois das incertezas em Albert Park, a segunda etapa da temporada de 2017 garantiu aos petrolheads muitas emoções e ultrapassagens.
Na largada com pista molhada, o único a ousar foi Carlos Sainz com a sua escolha de supermacios contra os dezenove pilotos de pneus intermediários. Hamilton manteve sua posição contra a investida de Vettel em posicionar sua Ferrari à esquerda do colchete. Kimi Raikkonen foi ultrapassado por Daniel Ricciardo e Felipe Massa perdeu posições.
Thumps up para Fernando Alonso que conduzindo como um animal, saiu da 13º posição para a 8ª.
Lance Stroll, pobre rapaz, mal teve tempo de desfrutar a verdadeira emoção do automobilismo, fez uma confusão com Sergio Perez e foi parar na caixa de brita. Adeus para o canadense!
A saída do novato fez Toto Wolff sorrir, pois se na Austrália a Mercedes deu o pirulito na boca de Sebastian Vettel, neste domingo foi a vez de retribuir. O alemão foi para o box durante safety car virtual. Da saída do pit stop, Vettel voltou em sexto lugar e dali teve de remar muito para chegar à maré.
Na quarta volta, Giovinazzi bateu e desta vez, o verdadeiro Safety Car – o real e físico – entrou na pista.
Talvez se Giovinazzi não tivesse se chocado contra o muro e o Safety Car não tivesse entrado na pista, provavelmente Vettel conseguiria lutar pela vitória contra Lewis Hamilton.
Na relargada, ponto positivo para Verstappen: de 16º lugar pulou para terceiro ao ultrapassar Kimi Raikkonen. Encantava todos na pista ao costurar os diversos pilotos na largada e mostrar sua competência em crescer na adversidade, o holandês.
Enquanto Lewis Hamilton fazia sua corrida à parte sem ameaças, seu companheiro de equipe, Valtterri Bottas, parecia viver ainda nos tempos da Williams na 11ª posição. O finlandês fez tempos bons e marcou voltas mais rápidas, mas pecou em rodar na pista. Mais a frente, a disputa se tornava interessante com Verstappen, Ricciardo, Raikkonen e Vettel. Todos, literalmente, muito próximos.
Na escuderia italiana, Raikkonen esbravejava pelo rádio acerca de seus problemas no carro e era obrigação de Vettel ultrapassar seu companheiro. E assim o fez, após algumas voltas de perseguição, Sebastian utilizou o mesmo ponto de ultrapassagem onde duas voltas depois alcançaria Ricciardo. O australiano e o alemão estavam colados, mostraram que dois corpos podem dividir o mesmo espaço na roda com roda e Vettel saiu na frente pela briga da terceira colocação.
Se em voltas anteriores, Verstappen mostrava talento. Na 29ª ele deixou claro que é um grande piloto, está no caminho certo, mas ainda tem de amadurecer. Max errou na freada, fritou pneus e Vettel não desperdiçou a chance. Em seguida, o holandês voador foi para o pit stop e voltou em sexto lugar. Sorte de Lewis Hamilton que conseguiu onze segundos de vantagem sob seus vassalos.
La suerte está echada. Ao menos estava quando Carlos Sainz e Fernando Alonso duelaram bravamente. Além de perder a posição para o novato, o príncipe das Astúrias teve de se despedir da prova com problemas na sua McLaren (de novo!). Adendo: Vandoorne saiu na 17ª volta com problema na distribuição de combustível.
Na turma da frente, Vettel parou na volta de número 35 para trocar os seus pneus do início da prova. Na 37ª, Hamilton fez seu pit stop e voltou na liderança na frente de Raikkonen. E somente na 40ª volta, o finlandês foi para o box.
Com a parada de Raikkonen, Vettel pulou para o segundo lugar. O alemão ainda tentou lutar pelo lugar mais alto do pódio, porém, Hamilton cruzou a linha de chegada com 8 segundos de vantagem sobre o alemão.
Foi uma corrida interessante e divertida. Podemos ficar contentes com os resultados de hoje. As condições eram difíceis no começo, e nunca se sabe o que pode acontecer nesses momentos. Tentei perseguir Lewis ao máximo, mas tive a sensação de que cada vez que me aproximava ele conseguia responder bem.”, comentou Vettel após a corrida.
Nas voltas finais, o duelo foi entre os pilotos da Red Bull, Max Verstappen e Daniel Ricciardo. O sorridente australiano puxou, acelerou, pôs pressão e não conseguiu ultrapassar seu companheiro de equipe. Max fechou o pódio.
Se na China quatro é o número do azar, o mesmo não pode ser dito para o piloto do carro 44. Apesar de não ter vencido a corrida de estreia, Lewis Hamilton não poderia ter começado o campeonato de forma melhor. Ele reinou durante o final de semana. Garantiu a pole, fez a volta mais rápida e venceu de ponta a ponta. Mais um Grand Chelem do tricampeão inglês que está a caminho do tetra.
Em suma, o Grande Prêmio da China foi muito bom porque esta nova Fórmula 1 é encantadora. Se a Mercedes cometer um erro bobo que seja, a Ferrari estará pronta para se aproveitar. No português claro: a Ferrari conseguirá muito bem segurar a peteca, como fez na Austrália.
Hamilton e Vettel estão empatados. 43 pontos cada. Pela primeira vez desde 2012 a disputa está entre duas equipes: Ferrari e Mercedes. É, acho que valeu a pena reclamar de 2016.

Lasciatemi guidare

Neste domingo, os petrolheads finalmente puderam provar um gostinho da categoria mais popular do automobilismo e desta vez a dose foi mais forte. Com carros maiores e mais velozes, a Fórmula 1 iniciou a temporada de 2017 com pé direito e alguns problemas técnicos para resolver.
A corrida começou tranquila com o pelotão da frente a segurar suas posições, sendo Massa o único piloto a conseguir uma posição ao ultrapassar Grosjean. Na turma do fundão, Ericsson e Magnussen bateram, mas conseguiram voltar para a pista.
Logo de início, a ousadia de Vettel (ou seria sede de vitória?) deixou os aficionados de automobilismo colados na cadeira ao ver o alemão tentar se aproximar de Lewis Hamilton, o pole e líder da prova. O tempo mostrou que apenas atacar não seria certo, o piloto da Ferrari precisaria de uma estratégia e ele encontrou uma no baú do tempo.
Sebastian Vettel tirou o truque “Michael Schumacher” da manga. Desacelerou e esperou Hamilton ir aos boxes para poder dar o ar de sua graça. E assim fez. Quando o inglês parou na 18ª volta, Sebastian colocou o pé no acelerador para dar voltas mais rápidas, postergar o pit stop e ter um pneu em melhor estado para o fim da corrida. Algo que não foi necessário.
Para a alegria dos ferraristas, Hamilton voltou atrás de Verstappen e nós, fãs de velocidade, já sabemos como é difícil ultrapassar o jovem Laranja Mecânica da Red Bull.
E mais uma dose de êxtase para os tifosi: após a parada de Vettel na 23ª volta, o alemão voltou na frente de Max Verstappen.
O pódio se tornou óbvio após a 27ª volta. Com o pit stop de Raikkonen, Vettel passou a liderar a prova e tinha Hamilton atrás. A vantagem do alemão sobre o piloto da Mercedes foi superior a seis segundos. Além de ver a diferença de tempo aumentar, Lewis Hamilton também teve pesadelos ao ver a aproximação de Valtteri Bottas, o recém-chegado dos Flechas de Prata.
Outro piloto que teve um sonho ruim foi Daniel Ricciardo. O australiano largou dos boxes com problemas no carro e em quatro temporadas esta foi segunda vez que ele não terminou a corrida em casa.
Lance Stroll teve problemas com os freios, escapou em uma curva e se retirou da corrida na volta de número 44. Nada mal para um virgem de Fórmula 1. Mais algumas corridas e quem sabe o papai de Lance consegue algum retorno de seu “investimento” na Williams. Será?
Se para a Ferrari o tempo estava bom, o clima na McLaren era outro. Alonso fazia uma corrida boa, mantendo a décima posição contra as investidas de Esteban Ocon até ter problemas com a suspensão e abandonar a prova. O príncipe das Astúrias disse que estava em uma das melhores corridas em toda sua carreira. Para um carro nada competitivo, economizando combustível e com a má fama do motor Honda, o espanhol estava certo. 2017 não será um ano fácil para a McLaren.
Instantes depois, Sebastian Vettel cruzou a linha de chegada com precisamente 9s975 de vantagem sobre Lewis Hamilton. Para completar o pódio, Bottas chegou em terceiro lugar.
Vettel alcançou a sua 43ª vitória na Fórmula 1 e garantiu o sorriso dos italianos, já que a Ferrari não ganhava uma corrida de estreia desde 2010.
Já temos o campeonato decidido? Não. A vitória ítalo-germânica abre as cortinas do circo demonstrando mais competitividade nesta temporada. Embora a Mercedes seja a grande favorita, Toto Wolff e companhia sabem que a qualquer deslize a Ferrari pode chamar atenção.
Em uma análise fria, é nítida a imagem de carros mais rápidos até mesmo na volta de apresentação. A velocidade pode garantir quebras de recordes em voltas mais rápidas nos circuitos mundo a fora, como em Interlagos que ainda tem a marca de Montoya com 1m11s473 em 2004.  Contudo, pode parecer contraditório pensar que a Mercedes pode ter uma equipe para temer em algumas situações do campeonato e ao mesmo tempo imaginar que o novo sistema de downforce – traduzindo para aderência aerodinâmica – possa atrapalhar as ultrapassagens, o que é um fator negativo para o esporte, em vista que as redes sociais demonstravam o êxtase dos fãs da F1 com os ataques ousados de Max Verstappen no ano passado.
Mais competitividade em estratégias e menos competitividade na hora H? Parece que sim.

E agora, Felipe?

E agora, Felipe? O descanso acabou. Interlagos parou. Povo bramiu. Mônaco esfriou.
Na Blue Monday, a notícia mais óbvia do que o título do Palmeiras no campeonato brasileiro foi anunciada.
Com a F-1 representando o cenário do Brasil pelo desemprego de Nasr e a dificuldade em se aposentar devido às futuras regras da Previdência, Massa não esperou o banco em Wantage esfriar e aceitou o convite especial de Claire Williams para retornar a sua não tão antiga labuta dominical.
O nosso brasileiro não foi o único piloto a voltar para as pistas após o anúncio da aposentadoria.
No ano de 1982, Niki Lauda retornou após se aposentar no final de 1979. O austríaco conquistou duas vitórias e terminou a temporada em quinto lugar com trinta pontos. Também é importante elencar que a desaposentadoria trouxe seu tricampeonato em 1984.
Já em 1994, Nigel Mansell retornou ao banco do Williams após a tragédia de San Marino. O leão participou de quatro Grandes Prêmios e obteve um quarto lugar em Suzuka e vitória na Austrália.
Na temporada de 2010, a Mercedes trouxe Michael Schumacher, que retornava a F-1 após a sua aposentadoria anunciada em 2006 – também conhecido como o ano que Massa venceu em Interlagos e Raikkonen estava aliviando as necessidades fisiológicas durante a homenagem ao Schumi ao lado de Pelé.
Não mentiria ao dizer que o companheiro de equipe, Nico Rosberg, destacou-se mais que Schumi durante o ano.
2010 foi um bom ano para outro alemão, mas não para o heptacampeão. Schumacher encerrou a temporada sem vitória, pole positions ou pódio. Rosberg garantiu 142 pontos e três pódios para a flecha de prata, enquanto Schumi terminou com 72 pontos em nono lugar na tabela.
Quando Michael voltou, a Mercedes havia saído da fornalha e patinava nos circuitos.
O caso de Felipe é diferente. Ele não parou, apenas anunciou aposentadoria, curtiu peladinha com Neymar e provocou o efeito “Quero minhas lágrimas de volta” nas redes sociais. Massa sabe os planos da equipe. Está e esteve envolvido nos planos de desenvolvimento da Williams em 2017.
Assim como muitos que acompanham a Fórmula 1, eu não tenho expectativa para a Williams em 2017. Se a Mercedes tinha saído do forno com o Schumacher, a Williams já esfriou e nada muda.
A Ferrari também há tempo não ganha título, mas surpreende mais que a equipe inglesa. Após o título de Raikkonen em 2007, os italianos quase foram campeões em 2008, 2010 e 2012. A reformulação da McLaren causou mais euforia para os torcedores ao ver Alonso e Button lutando pela zona de pontuação e conquistando boas posições com um motor Honda do que a monótona vida de Bottas e Massa na equipe de Sir Frank Williams.
É difícil comparar a estrutura de uma equipe fundada no fundo de quintal na Inglaterra com a grandiosa obra capitalista e manufatureira das montadoras com mais equipamentos tecnológicos e marketing consolidado, a exemplo da Ferrari e Mercedes. Respeito e admiro o estilo garagista de Frank, mas isto seria tema para outro texto.
Não digo que a escolha de Felipe é certa ou errada. Mas não tenho muito que esperar. Um bom ritmo no Q2, uma briga por pódios e quem sabe quando o universo conspirar, uma pole ao estilo daquela na Áustria em 2014. E para não dizer que não falei das flores, estou feliz por ver aquela criancinha linda que é o Felipinho Massa na televisão.

V de Schumacher

Há exatos três anos o mundo do automobilismo parava, em ênfase o circo da Fórmula 1.
Digo isso porque a notícia envolvia o maior vencedor em número de títulos, vitórias, pole positions, hat tricks e voltas mais rápidas.
E durante toda a sua carreira, ninguém o deixou passar branco. Seja pela admiração por seu talento ou raiva, dúvidas acerca de sua pilotagem e tem o caso daqueles que ainda não resistem e mexem os dedos com o hino italiano ao imitar o mais famoso gesto. É o meu caso.
No dia 29 de dezembro de 2013, a batalha mais importante na vida de Michael Schumacher começou. Quando ele se chocou contra uma pedra e ali permaneceu na neve gelada e tão fria quanto o medo de perder alguém que tanto se aventurou e se arriscou nos circuitos ao redor do mundo. Saber que Schumi deixou de ser aquele que todos nós vimos por um passeio de esqui com seu filho parece risível. Cômico se não fosse trágico.
Aquele passeio de esqui fez com que V de Schumacher – vitorioso ou vigarista – desaparecesse.
A partir daquele fim de ano, o grande mistério se instaurou em volta do nome do heptacampeão da Fórmula 1. Todos, os que amam seus feitos e também os que duvidam deles, desejam saber a real condição de Schumi.
Ross Brawn, que trabalhou com Michael desde os tempos da colorida Benetton, afirmou que há melhoria e sinais encorajadores no quadro clínico do alemão. Já o francês Jean Todt foi polido em relação a privacidade do caso: “só podemos desejar-lhe o melhor, para ele e sua família.”
Mas quem tem informações verdadeiras é Sabine Kehm, assessora de Michael, que nada mais revelou depois que o heptacampeão saiu do coma em junho de 2014 – no dia que a seleção alemã jogou pela primeira vez na Copa e venceu os nossos colonos por 4×0.
Respeito a decisão da família de manter em sigilo a condição da saúde de Michael, mas a falta de informações sobre o caso dele gera caos nas mentes perturbadas dos petrolheads, a exemplo do jornalista disfarçado de padre que tentou invadir o hospital onde Schumi estava, o homem que ofereceu documentos à imprensa e meses depois, foi encontrado morto numa prisão da Suíça e a recente busca policial pelas fotos de Schumacher em sua cama que estão sendo oferecidas pelo preço de 4 milhões de reais.
O caso misterioso da saúde de Schumacher se tornou tão polêmico como a própria carreira e personalidade do piloto.
Sendo fã ou não, é de conhecimento geral que momentos da Fórmula 1 não seriam grandiosos se ele não tivesse sido tão imponente por onde passou.
A festa do pódio em Monza no ano de 2006 não seria tão bela se outro piloto tivesse ganhado aquela corrida. A pole position em Mônaco na louca temporada de 2012 e não há como negar que imaginação nos leva a hipótese de como teria sido a largada com Michael em primeiro lugar, se não houvesse sofrido a penalização. No Japão em 2000, Schumi emocionou os que amam e odeiam a Ferrari pelo seu profissionalismo e determinação de um bom trabalhador.
Como todo ser humano também cometeu erros. No GP de Mônaco de 2006, ele parou o carro para atrapalhar Alonso. Em 1994 houve a famosa colisão contra Damon Hill.
O apelido de Dick Vigarista é forte até hoje quando “Michael Schumacher” é mencionado em qualquer roda de conversa.
Pelos seus altos e baixos algo precisa ser reconhecido. Faço das palavras de Joe Saward as minhas: “o merdinha foi brilhante, não?”.

O futuro já começou

 

A chegada da Liberty Media à fórmula 1 em setembro trouxe consigo a esperança de um esporte mais próximo de seus fãs por meio de redes sociais, serviços de streaming, entre outros. Muito se fala sobre como a chegada de um grupo de comunicação para a fórmula 1 pode trazer uma nova legião  de fãs para o esporte,  mas o que é feito pelas organizações atualmente e o que pode ser melhorado para o futuro da categoria máxima do automobilismo esportivo?

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Chase Carey, famoso por estampar os jogos Monopoly e homem por trás da Liberty Media.

O canal oficial no YouTube trouxe um conteúdo diversificado para a temporada de 2016 com quadros novos como “Grill the Grid” e “Grid Confessions”, que revelou um ar mais descontraído no clima sério do paddock, além da coletiva de imprensa e entrevistas de pilotos após sessões de treino e corrida. Vídeos animados como o resumo da temporada em 8 – bit também representam a evolução da fórmula 1 na produção de conteúdo. Apesar das melhorias, a falta de vídeos com resumo de sessões e corridas ainda é sentida devido à baixa cobertura que as mídias esportivas apresentam em alguns países, como é o exemplo do Brasil.

A cobertura da fórmula 1 em canais fechados prejudica a divulgação do esporte, uma vez que o número de assinaturas de TV a cabo decresce cada vez mais, sendo substituídos serviços de streaming. Uma possível entrada da fórmula 1 no meio das transmissões on-line possibilita um acesso mais fácil a quem  quer acompanhar os carros mais rápidos do mundo em ação.

Redes sociais também possuem uma forte importância para a divulgação do esporte. O facebook trouxe para o GP de Abu Dhabi sua primeira transmissão ao vivo, onde pilotos tiveram a oportunidade de responder perguntas de fãs e serem entrevistados pelo ex-piloto David Coulthard. A ideia foi bem vista por fãs e é um aperitivo para a próxima temporada. Já o twitter rende momentos cômicos proporcionados pela interação entre os perfis oficiais das equipes e dos pilotos. Como não lembrar da conversa descontraída entre Max Verstappen e o perfil oficial da Mercedes ao mencionarem a vaga deixada por Nico Rosberg? Investir nas redes sociais e na interação de fãs é essencial para o tão famoso show.

A fórmula 1 parece dar seus primeiros passos em direção à sua revolução digital. Não há dúvidas de que a Liberty Media irá trabalhar duro para a aproximação de fãs que nem sempre têm a oportunidade de acompanhar seus pilotos em ação, além de fazer o esporte mais interessante, com o intuito de trazer um novo público.

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