Há exatos três anos o mundo do automobilismo parava, em ênfase o circo da Fórmula 1.
Digo isso porque a notícia envolvia o maior vencedor em número de títulos, vitórias, pole positions, hat tricks e voltas mais rápidas.
E durante toda a sua carreira, ninguém o deixou passar branco. Seja pela admiração por seu talento ou raiva, dúvidas acerca de sua pilotagem e tem o caso daqueles que ainda não resistem e mexem os dedos com o hino italiano ao imitar o mais famoso gesto. É o meu caso.
No dia 29 de dezembro de 2013, a batalha mais importante na vida de Michael Schumacher começou. Quando ele se chocou contra uma pedra e ali permaneceu na neve gelada e tão fria quanto o medo de perder alguém que tanto se aventurou e se arriscou nos circuitos ao redor do mundo. Saber que Schumi deixou de ser aquele que todos nós vimos por um passeio de esqui com seu filho parece risível. Cômico se não fosse trágico.
Aquele passeio de esqui fez com que V de Schumacher – vitorioso ou vigarista – desaparecesse.
A partir daquele fim de ano, o grande mistério se instaurou em volta do nome do heptacampeão da Fórmula 1. Todos, os que amam seus feitos e também os que duvidam deles, desejam saber a real condição de Schumi.
Ross Brawn, que trabalhou com Michael desde os tempos da colorida Benetton, afirmou que há melhoria e sinais encorajadores no quadro clínico do alemão. Já o francês Jean Todt foi polido em relação a privacidade do caso: “só podemos desejar-lhe o melhor, para ele e sua família.”
Mas quem tem informações verdadeiras é Sabine Kehm, assessora de Michael, que nada mais revelou depois que o heptacampeão saiu do coma em junho de 2014 – no dia que a seleção alemã jogou pela primeira vez na Copa e venceu os nossos colonos por 4×0.
Respeito a decisão da família de manter em sigilo a condição da saúde de Michael, mas a falta de informações sobre o caso dele gera caos nas mentes perturbadas dos petrolheads, a exemplo do jornalista disfarçado de padre que tentou invadir o hospital onde Schumi estava, o homem que ofereceu documentos à imprensa e meses depois, foi encontrado morto numa prisão da Suíça e a recente busca policial pelas fotos de Schumacher em sua cama que estão sendo oferecidas pelo preço de 4 milhões de reais.
O caso misterioso da saúde de Schumacher se tornou tão polêmico como a própria carreira e personalidade do piloto.
Sendo fã ou não, é de conhecimento geral que momentos da Fórmula 1 não seriam grandiosos se ele não tivesse sido tão imponente por onde passou.
A festa do pódio em Monza no ano de 2006 não seria tão bela se outro piloto tivesse ganhado aquela corrida. A pole position em Mônaco na louca temporada de 2012 e não há como negar que imaginação nos leva a hipótese de como teria sido a largada com Michael em primeiro lugar, se não houvesse sofrido a penalização. No Japão em 2000, Schumi emocionou os que amam e odeiam a Ferrari pelo seu profissionalismo e determinação de um bom trabalhador.
Como todo ser humano também cometeu erros. No GP de Mônaco de 2006, ele parou o carro para atrapalhar Alonso. Em 1994 houve a famosa colisão contra Damon Hill.
O apelido de Dick Vigarista é forte até hoje quando “Michael Schumacher” é mencionado em qualquer roda de conversa.
Pelos seus altos e baixos algo precisa ser reconhecido. Faço das palavras de Joe Saward as minhas: “o merdinha foi brilhante, não?”.
A chegada da Liberty Media à fórmula 1 em setembro trouxe consigo a esperança de um esporte mais próximo de seus fãs por meio de redes sociais, serviços de streaming, entre outros. Muito se fala sobre como a chegada de um grupo de comunicação para a fórmula 1 pode trazer uma nova legião de fãs para o esporte, mas o que é feito pelas organizações atualmente e o que pode ser melhorado para o futuro da categoria máxima do automobilismo esportivo?

O canal oficial no YouTube trouxe um conteúdo diversificado para a temporada de 2016 com quadros novos como “Grill the Grid” e “Grid Confessions”, que revelou um ar mais descontraído no clima sério do paddock, além da coletiva de imprensa e entrevistas de pilotos após sessões de treino e corrida. Vídeos animados como o resumo da temporada em 8 – bit também representam a evolução da fórmula 1 na produção de conteúdo. Apesar das melhorias, a falta de vídeos com resumo de sessões e corridas ainda é sentida devido à baixa cobertura que as mídias esportivas apresentam em alguns países, como é o exemplo do Brasil.
A cobertura da fórmula 1 em canais fechados prejudica a divulgação do esporte, uma vez que o número de assinaturas de TV a cabo decresce cada vez mais, sendo substituídos serviços de streaming. Uma possível entrada da fórmula 1 no meio das transmissões on-line possibilita um acesso mais fácil a quem quer acompanhar os carros mais rápidos do mundo em ação.
Redes sociais também possuem uma forte importância para a divulgação do esporte. O facebook trouxe para o GP de Abu Dhabi sua primeira transmissão ao vivo, onde pilotos tiveram a oportunidade de responder perguntas de fãs e serem entrevistados pelo ex-piloto David Coulthard. A ideia foi bem vista por fãs e é um aperitivo para a próxima temporada. Já o twitter rende momentos cômicos proporcionados pela interação entre os perfis oficiais das equipes e dos pilotos. Como não lembrar da conversa descontraída entre Max Verstappen e o perfil oficial da Mercedes ao mencionarem a vaga deixada por Nico Rosberg? Investir nas redes sociais e na interação de fãs é essencial para o tão famoso show.
A fórmula 1 parece dar seus primeiros passos em direção à sua revolução digital. Não há dúvidas de que a Liberty Media irá trabalhar duro para a aproximação de fãs que nem sempre têm a oportunidade de acompanhar seus pilotos em ação, além de fazer o esporte mais interessante, com o intuito de trazer um novo público.
Não sou o tipo de torcedora que se identifica com os demais pilotos na pista, até porque a minha lista dos preferidos é curta e muito bem definida há um tempo, mas canto a alegria de dizer que juntamente com Nico Rosberg, no domingo de 27 de novembro eu também tive a deliciosa sensação de conquistar um grande objetivo.
Não é segredo para ninguém que a Fórmula 1 é minha válvula de escape e a paixão pela categoria foi crucial para a escolha do meu curso.
Unir a possibilidade de trabalhar com os meus textos, cobrir o esporte e ao mesmo tempo transmitir toda a emoção que ele me traz é muito mais do que um sonho!

Como bem cantava Elis (ou encantava), viver é melhor que sonhar. E visitar os estúdios da BandNews FM parecia uma espécie de volta aos tempos da infância.
Quando criança, eu tinha como passatempo entrevistar vizinhos, minha mãe, bonecas, além de relatar todos os acontecimentos do dia através do meu conjunto rosa de headset e gravador de voz. E como um ser de corpo preso ao século XXI e com alma da década 50, eu carrego o amor pela rádio e as suas pilares magníficas, a exemplo da oportunidade de fazer parte da transmissão, ouvir a voz do comentarista ou do locutor que podem salvar o seu dia de cão, a sensação de estar mais próxima do que é relatado e claro, dos jornalistas.
E por acaso, o dia histórico de um novo campeão da Fórmula 1 aconteceu enquanto eu acompanhava o trabalho de uma jornalista que tanto me inspira, seja em seus comentários, textos, suas opiniões políticas e por ser a mulher a quebrar paradigmas nas ondas do rádio. Estar no estúdio com a Alessandra Alves foi uma lição enriquecedora de como cobrir um domingo de corrida com talento, sagacidade e muita emoção. Sem comentários negativos e sem o saudosismo sempre presente não só no automobilismo, mas em todos os esportes, com aquele comentário de “Em 1900 e bolinha tudo era soberano”.

Quem ama o passado e não vê que soberano mesmo é se inspirar e se identificar com alguém que também tem a mesma linha de pensamento: “Não existe corrida tediosa, um domingo com corrida é sempre melhor”.
Mãe, estamos na internet!
Olá queridões e queridonas do paddock, é com imenso prazer que celebramos o nascimento do blog Curva Fechada.
Nós somos universitários, amigos e entusiastas por automobilismo em geral, e principalmente pela categoria mais popular, a Fórmula 1.
Tornamo-nos amigos por causa do futebol e pela temporada (apaixonante e maluca!) de 2012 e por mais que o blog seja um bebê, ele é um desejo antigo cultivado por nós dois.
Esperamos que todos possam se informar, ter diversão e debater sobre o mundo do automobilismo sem preconceitos, intolerância, misoginia ou machismo. A curva é fechada, mas a mente é aberta!
